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Poesia
Naquela casa em Betania
Naquela casa em Betania, três irmãos viviam, Lázaro, Marta e Maria. Amigos de Jesus, descanso ofereciam ao Mestre, que cansado ali chegaria. Marta o recebia, como hóspede divino, trabalhava e corria, pois nada faltaria. Maria aos seus pés, escutava com alegria, escolhendo a melhor parte, que ninguém lhe tiraria. Sentado a mesa estava, Lázaro que no sepulcro jazia, mas obediente à voz do seu amigo, recebeu a vida que Jesus lhe devolvia. Aos três será preciso imitar, se a vi
Pe. Luís Fernando Cardoso Viana
23 de out. de 20251 min de leitura
De um sacerdote a Maria
Permita-me mãe, o sacrifício do Teu Filho celebrar, e que cada dia possa, minha vida, como hóstia pura ofertar. Sacerdote e Vítima, como Ele, quero ser, tão grande mistério, talvez nesta terra posso não compreender. Todos os dias poderei traze-lo no altar, pois ao consagrar, Ele ali virá, como alimento para o caminho continuar. Que minha vida seja um altar, que minha missa seja um perpetuar, de tão grande amor, de um Deus que a vida quis dar. Louvar sempre poderei, pois Ele q
Pe. Luís Fernando Cardoso Viana
23 de out. de 20251 min de leitura
Tua graça me basta
Tua graça me basta! Mistério que me acompanha, em cada passo posso ver. Dai-me entender, que este mistério, é o segredo para em ti viver. Olho para mim e vejo meu nada, Olho para ti e vejo o Tudo. Como é possível que os queiras unir? Não consigo explicar, mas sinto cada vez mais, o caminho que devo trilhar. Dentro de mim estás, e tento mergulhar, para ali te encontrar. Mas, pobre de mim, as coisas de fora, continuam a me chamar. Arrastai-me, quero correr para ti, e não mais
Pe. Luís Fernando Cardoso Viana
23 de out. de 20251 min de leitura
Eu em Ti
Que meus olhos te vejam Senhor, Que meus ouvidos te escutem, Que minhas mãos te toquem Que meu olfato inale teu perfume Que minha boca te beije Que todo o meu ser te experimente A fim de que meu olhar seja o teu Meus ouvidos os teus Minhas mãos as tuas Meu olfato o teu E minha boca a tua Assim serei um contigo. Concedei-me ainda Senhor, Que ao me verem, vejam a ti Ao me ouvirem, ouçam a ti, Ao me tocarem, toquem a ti E ao me beijarem, beijem a ti.
Pe. Luís Fernando Cardoso Viana
23 de out. de 20251 min de leitura
A beira do poço
Como a samaritana a beira do poço, sedenta está minh'alma, cansada de beber em fontes impuras. Enganada por falsas promessas que não saciam a alma. Mas eis que Tu apareces, fazendo-te caminhante sedento, não da mesma água que minha, mas de outra que eu ainda não conhecia. Oh fonte que nunca termina, acaba de vez minha fuga, torna minha alma cativa para que nunca mais volte a beber, daquelas águas que no mundo me retinha.
Pe. Luís Fernando Cardoso Viana
23 de out. de 20251 min de leitura
Habitação de Deus
Oh alma, aí está o teu Deus, feito pedaço de pão. Não há maior prova de amor, Pois além de morrer por ti, quis permanecer em teu coração. Antecipação do céu, sacramento de amor, Eterno banquete. Está ali, e vem habitar em ti, e espera ser acolhido. Ainda que te sintas indigno, Ele se faz mendigo, e ao ser recebido, transforma aquele lugar em paraíso.
Pe. Luís Fernando Cardoso Viana
23 de out. de 20251 min de leitura
Quem sou eu e quem és Tu?
Quem sou eu e quem és Tu? Mergulhado no meu nada só vejo imperfeição. Ainda assim vens a mim, e outra coisa não queres, senão minha imperfeita presença. Por que ages assim? Mistério do teu amor, que não sou capaz de compreender, te peço apenas, meu Deus, que eu nunca me afaste de ti, por medo ou temor, e longe de ti, viva longe de mim. Pois somente em ti posso ser eu, e sendo eu encontrarei a ti.
Pe. Luís Fernando Cardoso Viana
23 de out. de 20251 min de leitura
O tempo e o passatempo
Se eu pudesse falar com o tempo, lhe diria que parasse o tempo. Mas vejo que ainda que tivesse tempo, não aproveitaria o tempo, pois sempre que me vejo com tempo, percebo que passo o tempo, perdido em um passatempo. Olhando então para o relógio que corre o tempo, desejaria voltar o tempo, mas como não posso controlar o tempo, peço a graça de aproveitar melhor o tempo, Pois sei que um dia não terei mais tempo.
Pe. Luís Fernando Cardoso Viana
23 de out. de 20251 min de leitura
Deixai-me, oh mundo
Deixai-me, oh mundo, ir em busca do meu amado Não mais me retenhais. La dentro de mim está o meu Deus Porque ainda permaneço fora? Vem Senhor, e transforma com teu divino amor Sela meu coração com o tuas chagas Pois para ti nasci e para ti quero morrer Dai-me aquele amor que os teus santos tiveram por ti Dai-me a decisão de só a ti olhar Ouço tua voz que me chama Mas me entristeço por ver o quão longe ainda estou É a tua misericórdia que me alcança todos os dias
Pe. Luís Fernando Cardoso Viana
23 de out. de 20251 min de leitura
Desejo contigo estar
Há um sentido que move meu coração Caminhos que me levam em sua direção Há algo dentro de mim, que me faz continuar, Mesmo sem saber como tudo se dará. Em meio as minhas lutas, sigo levantando Sei que logo chegarei ao lugar, Onde meu coração deseja estar Não sei porque permites uma tempestade em alto mar, Ali parece que irei afundar Não consigo enxergar, que tu estás comigo, E podes tudo acalmar Mas, por que não o acalmar agora? Por que não na minha hora? Logo entende
Pe. Luís Fernando Cardoso Viana
23 de out. de 20251 min de leitura
Vocação de um poeta
O que posso fazer? O que posso deixar? Assim penso. Há algo que preciso fazer. Nenhum outro o pode em meu lugar Vejo o tempo passar, e com ele os minutos que não voltam mais Será orgulho achar, que tenho algo a dar? Alguém por mim está a esperar. Sigo por uma intuição, escrevo por uma paixão. O que fizeram com as letras? Onde estão os poemas, contos e canções? Poderá acabar a composição capaz de expressar a aspiração que todo homem traz no coração? Elevar nossa alma. Eis a no
Pe. Luís Fernando Cardoso Viana
23 de out. de 20251 min de leitura


Uma missão a realizar
Olho para a criação E vejo que no princípio tudo era bom. Bondade e beleza, que unidas a verdade formam a essência de Deus inserida em meu coração. Olho para mim, E me pergunto então, se imagem e semelhança sou, por que não sou reflexo e espelho desta perfeição? Tiro o olhar de mim, e olho para o Criador. Encontro assim a resposta: Somente pela contemplação posso recuperar O que foi perdido pelo pecado de Adão. Contemplando então, vejo que ainda há beleza e bondade na cria
Pe. Luís Fernando Cardoso Viana
20 de out. de 20251 min de leitura
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